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Hoje vamos entender um pouco mais sobre o jejum, observando uma passagem onde o próprio Jesus trata do tema:


?Os discípulos de João Batista foram a Jesus e lhe perguntaram: ?Por que seus discípulos não têm o hábito de jejuar, como nós e os fariseus??. Jesus respondeu: ?Por acaso os convidados de um casamento ficam de luto enquanto festejam com o noivo? Um dia, porém, o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.? Mateus 9.14-15 (NVT)


Pela resposta de Jesus, percebemos que ele não instruía ou cobrava que seus discípulos jejuassem, pelo menos não naquele momento. Mas como Mateus registrou essa passagem, notamos que a resposta foi dada tanto aos discípulos de João como serviu de ensinamento aos seus próprios discípulos. Note algo incrível dessa passagem: Jesus tira o foco e a motivação do jejum do ?pecado?, da ?quebra da lei? e da ?miséria pessoal? para demonstrar arrependimento (como no VT), e o coloca em si mesmo.


Além disso, pela resposta de Jesus, podemos destacar pelo menos outros quatro pontos sobre o jejum:


a) O jejum traz um sentimento de ?luto?


Jesus faz um contraste entre um casamento e um velório, ensinando que uma festa não é momento para ficar de luto. Embora alguns sintam que essa vida terrena é algo maravilhoso e sensacional, nós filhos de Deus entendemos que não somos daqui, mas somos peregrinos aguardando pela pátria que vem dos céus. Estar com Jesus é motivo para festejar, mas enquanto ele não está aqui (presencialmente), sentimos que alguém especial está faltando, como ocorre no luto. Somos santos em um mundo que está em trevas, e o brilho desse mundo é uma ilusão. Quando jejuamos estamos fragilizando nosso físico, num sentimento de contraste com uma festa, onde há abundância de comida, e simbolicamente decretamos em nosso próprio coração que alguém ainda está faltando nesse mundo, que é o noivo (Jesus).


b) O jejum revela anseio pela volta do noivo


Embora revelemos um sentimento de perda no jejum (o noivo não está aqui presencialmente, e por isso não estamos festejando), não é um luto eterno. Jejuamos num clamor pela volta do noivo, sabendo que ele mesmo prometeu que iria voltar. Ainda haverá muita festa. Sensibilizamos nosso espírito e temos maior convicção em nosso coração dessa verdade sobre sua volta, pois o Espírito Santo nos testifica sobre sua Palavra. Por isso o jejum revela nosso anseio, nossa sede pela volta de Jesus. Sabemos que ele está conosco espiritualmente, mas ansiamos pela manifestação de sua glória e de seu reino.


c) Não jejuaremos mais quando Jesus voltar


Se quando o noivo está presente não há mais motivos para jejuar, então sabemos que essa prática tem prazo de validade. Após a volta de Jesus não precisaremos mais jejuar, mas nos alegraremos pela presença do noivo, pela manifestação do seu reino na terra e pela salvação.

Sei que você pode estar pensando: ?mas Jesus já está aqui através do Espírito Santo?, porém imagine como será diferente a experiência de ter sua presença física e manifesta a todo o momento, com um reino que está sobre todos! Jejuamos na esperança de ouvir do próprio Jesus um dia: Não precisam mais jejuar, agora eu estou aqui!


d) A presença de Jesus é nosso motivo para festejar


Você pode ter muitos outros motivos para festejar. Mas Jesus ensina que é a sua presença o verdadeiro motivo da festa. Embora naquele momento Jesus revele aos discípulos que eles eram convidados, imagine como eles ficaram posteriormente ao entenderem que não eram meros ?convidados do noivo?, mas sim parte da própria noiva que é a Igreja. Convidados de um casamento podem pensar apenas na comida, na música, nas conversas. Porém a motivação na noiva para a festa de casamento é o noivo. Jejuamos numa busca por mais do noivo. Fazemos isto porque ele é nossa motivação, sua presença é nossa alegria.


Que seu foco ao jejuar seja Jesus. Que o tempo de jejum torne seu coração mais sedento por Jesus. Que a fragilização da sua carne possa fazer seu Espírito clamar mais intensamente: Maranata!


Que Deus continue abençoando sua vida.